Thiago Lemos
Valquiria Lopes
Publicação: 08/01/2014 00:21 Atualização: 08/01/2014 00:46
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| Casal sumiu na sexta-feira, um dia pós chegar à pousada na Serra do Cipó |
Frios
e sem demonstrar medo de punição. Assim a Polícia Civil classificou o
comportamento de Marcos Magno Peixoto Faria, de 25 anos, e de Helton
Moreira de Castro, de 19, que confessaram nessa terça-feira ter
executado um casal na Serra do Cipó, na Região Central de Minas Gerais.
Os dois suspeitos ainda apontaram a participação de um menor de 17 anos
no crime. O garoto foi apreendido e teria ajudado a queimar a
caminhonete das vítimas. Nesta quarta-feira pela manhã serão retomadas
as buscas pelos corpos do advogado Alexandre Werneck de Oliveira, de 46
anos, e da namorada dele Lívia Viggiano Rocha Silveira, de 39, que
teriam sido jogados em um rio.
Saiba mais...
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Os dois homens foram detidos na tarde dessa
terça-feira em Conceição do Mato Dentro, na Região Central. O primeiro
a ser pego foi Marcos, que é filho de um policial militar reformado.
Ele e o comparsa prestaram depoimentos ao longo do dia na delegacia do
município. Eles também foram levados ao local onde o veículo foi
queimado, na Serra do Cipó, e deram aos policiais detalhes sobre como
mataram o casal e depois se livraram dos corpos. Lá, ainda, apontaram a
participação do menor no esquema.
O chefe do Departamento de
Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Wagner Pinto, que foi
para Conceição do Mato Dentro acompanhar o caso, explicou que não há
dúvidas de que se trata de um crime de latrocínio (roubo seguido de
morte). Para o policial, o encontro do veículo incendiado e a
identificação de Marcos que está com o rosto queimado foram contundentes
para a elucidação do crime.
O delegado, ao final dos
depoimentos dos suspeitos na noite dessa terça-feira, falou sobre a
frieza dos envolvidos quando eles descreveram as execuções. “A principio
eles não demonstraram arrependimento. Não mostraram temor da punição
que os espera”, avaliou. A polícia suspeita ainda que a namorada do
advogado tenha sido violentada antes de ser assassinada.
Segundo o
delegado, os suspeitos contaram que na sexta-feira abordaram as vítimas
no mirante da Serra do Cipó. Os criminosos disseram que chegaram ao
local em uma moto CBR-300 amarela, que pertence a Marcos. Armados com um
revólver calibre 22, renderam o advogado e a namorada e os levaram, no
carro deles, até uma ponte do rio Santo Antônio, onde tiveram roubados
os celulares e R$ 174 em dinheiro. Em seguida, os ladrões disseram que
atiraram contra as cabeças do casal. Depois, jogaram os corpos na água.
Ainda
durante o depoimento, a dupla contou que o veículo do advogado, uma
caminhonete importada, ficou abandonada às margens do rio durante todo o
sábado e domingo. Na segunda-feira, a dupla voltou ao local acompanhada
de um menor de 17 anos. Os assassinos contaram que o adolescente ajudou
eles a tirarem as placas do veículo e depois incendiar o automóvel.
As
informações dadas pelos suspeitos sobre como assassinaram o casal,
segundo a polícia, somente poderão ser confirmadas com a localização dos
corpos das vítimas. Assim que isso acontecer, eles passarão por
perícia. Ainda segundo Wágner Pinto, se nos próximos depoimentos os
envolvidos entrarem em contradição com o que já foi dito uma
reconstituição do crime deverá ser marcada.
A viagem
As
vítimas chegaram à Serra do Cipó na quinta-feira e se hospedaram na
Pousada e Hotel Cipó Veraneio. Segundo parentes, elas ficariam na
localidade até sábado, já que no domingo Alexandre pretendia comemorar o
aniversário com familiares em Belo Horizonte. Na sexta-feira, o casal
saiu da pousada e não retornou para o estabelecimento. No dia seguinte, o
gerente do local deu falta dos hóspedes e avisou aos familiares deles.
As
buscas pelo casal começaram na última segunda-feira, depois que os
familiares das vítimas procuram a Polícia Militar para fazer um boletim
de ocorrência. No mesmo dia, a PM foi acionada por investigadores da
Delegacia de Polícia Civil de Conceição de Mato Dentro, que encontraram
uma Hilux queimada em uma área de mata perto de uma estrada.
Conforme
a Polícia Civil, todos os documentos e cartões bancários das vítimas
estavam no veículo queimado. Além disso, não foi feito saque ou outra
transação bancária. Toda a região da Serra do Cipó foi vasculhada,
inclusive com o apoio de um helicóptero do Corpo de Bombeiros com um
policial civil a bordo, mas nenhuma pista sobre o paradeiro do casal não
foi encontrada. (Com informações de João Henrique do Vale)

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