Estado de Minas
Publicação: 18/03/2013 14:04 Atualização: 18/03/2013 15:00
Publicação: 18/03/2013 14:04 Atualização: 18/03/2013 15:00
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| Administrador captura escorpião dentro de casa no Bairro Padre Eustáquio |
Em
janeiro deste ano, o auditor e administrador Wilde Fernandes, de 39
anos, morador do Bairro Padre Eustáquio, Região Noroeste de Belo
Horizonte, foi acordado durante a madrugada pelo latido desesperado da
cadela dele. Inicialmente, pensou que se tratava de um ladrão. Ao
acender a luz, descobriu que era outro tipo de invasor muito perigoso:
um escorpião amarelo.
“Nessa época, tinha acabado de ocorrer aquele acidente em Ituiutaba, em que uma criança de três anos morreu após ser picada. Fiquei aterrorizado, pois tenho duas crianças, de 4 e 2 anos, e a picada pode ser mortal para elas.”, conta.
Wilde tomou as medidas necessárias imediatamente. Acionou a prefeitura, dedetizou a casa com veneno apropriado e colocou tela nas saídas de água, além de manter o quintal sempre limpo. Mesmo assim, os escorpiões continuam a aparecer frequentemente na casa dele. Da última vez, na semana passada, o aracnídeo foi visto próximo aos brinquedos das crianças. A cadela Nina foi picada e quase morreu.
O caso de Wilde não é fato isolado. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) mostra que, nos dois primeiros meses deste ano, foram atendidos 265 moradores para controle de escorpiões. Desse total, a maioria foi da Regional Norte (104), seguido pelas regionais Centro Sul (31), Nordeste (28), Venda Nova (25), Pampulha (22), Oeste e Nordeste (15), Leste (14) e Barreiro (11). No ano passado, foram 1.731 atendimentos, sendo a maioria na Regional Centro Sul (292), seguida pelas regionais Norte (290), Nordeste (286), Pampulha (250), Noroeste (212), Leste (156), Venda Nova (140), Oeste (87) e Barreiro (18).
“Nessa época, tinha acabado de ocorrer aquele acidente em Ituiutaba, em que uma criança de três anos morreu após ser picada. Fiquei aterrorizado, pois tenho duas crianças, de 4 e 2 anos, e a picada pode ser mortal para elas.”, conta.
Wilde tomou as medidas necessárias imediatamente. Acionou a prefeitura, dedetizou a casa com veneno apropriado e colocou tela nas saídas de água, além de manter o quintal sempre limpo. Mesmo assim, os escorpiões continuam a aparecer frequentemente na casa dele. Da última vez, na semana passada, o aracnídeo foi visto próximo aos brinquedos das crianças. A cadela Nina foi picada e quase morreu.
O caso de Wilde não é fato isolado. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) mostra que, nos dois primeiros meses deste ano, foram atendidos 265 moradores para controle de escorpiões. Desse total, a maioria foi da Regional Norte (104), seguido pelas regionais Centro Sul (31), Nordeste (28), Venda Nova (25), Pampulha (22), Oeste e Nordeste (15), Leste (14) e Barreiro (11). No ano passado, foram 1.731 atendimentos, sendo a maioria na Regional Centro Sul (292), seguida pelas regionais Norte (290), Nordeste (286), Pampulha (250), Noroeste (212), Leste (156), Venda Nova (140), Oeste (87) e Barreiro (18).
Saiba mais...
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Outro dado preocupante é a quantidade de
vítimas de intoxicação pela picada de escorpiões. Dados da Fundação
Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) mostram que, de agosto de 2012 a
fevereiro deste ano, 1.067 pessoas foram atendidas por picada de animais
peçonhentos no Hospital de Pronto Socorro João XXIII, uma média de 152
pacientes por mês.
Segundo o Dr. Délio Campolina, Clínico e Coordenador de Toxicologia, a causa de aproximadamente 65% dos atendimentos é picada de escorpião. “São cerca de 2 a 4 pacientes por dia, sem contar as vítimas que são orientadas por telefone. A maioria é picada pelo escorpião amarelo, é raro ver um caso envolvendo outra espécie”, relata.
Segundo o Dr. Délio Campolina, Clínico e Coordenador de Toxicologia, a causa de aproximadamente 65% dos atendimentos é picada de escorpião. “São cerca de 2 a 4 pacientes por dia, sem contar as vítimas que são orientadas por telefone. A maioria é picada pelo escorpião amarelo, é raro ver um caso envolvendo outra espécie”, relata.
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| Cadela foi picada pelo escorpião |
No
Brasil, existem cerca de 160 espécies de escorpiões. A mais comum na
Região Sudeste, devido à fácil adaptação a ambientes urbanos, é a Tityus
Serrulatus, o escorpião amarelo. Ele mede até 7 cm de comprimento,
possui as costas marrons e as patas e a calda amarelas. Seu veneno é o
mais tóxico.
Segundo o especialista em escorpiões Anderson do Carmo, Mestre em Genética, uma das condições mais favoráveis para o aparecimento do animal é a presença de presas como baratas, por exemplo, principal alimento do predador. Em dias de chuva, a atenção deve ser redobrada. “Como vivem em esgotos, a chuva inunda o esconderijo deles, fazendo com que saiam à procura de locais escuros, sujos e entulhados”, alerta.
O maior perigo que o escorpião oferece é para menores de 14 anos. “A maior taxa de mortalidade ocorre nessa fase, quando as crianças são mais sensíveis à picada, uma vez que elas têm uma massa corporal menor e o sistema imunológico não é totalmente desenvolvido”, explica.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) demonstram que, no ano passado, 29 pessoas morreram por acidentes com escorpiões em Minas Gerais. Neste ano, sete mortes já foram registradas.
Cuidados para evitar o aparecimento de escorpiões
- Use telas ou manter fechados os ralos de pias, tanques e banheiros;
- Proteja soleiras das portas com borrachas ou sacos de areia;
- Elimine frestas nas paredes, muros, pisos, tetos, janelas e portas;
- Vistorie quintais com material de construção;
- Agite sapatos, roupas e panos úmidos antes de usar;
- Elimine baratas, alimento preferido do escorpião;
- Mantenha limpas e vedadas as caixas de gordura, esgoto, de redes elétrica e telefônica;
- Não elimine lagartixas, elas são predadoras naturais do escorpião;
- Não acumule lixo e entulho;
- Conserve camas e berços afastados, no mínimo, dez centímetros da parede e evite que lençóis toquem o chão.
Atenção: Se encontrar um escorpião, não tente, de forma alguma, pegá-lo com as mãos e nem pisar nele. A forma mais segura é capturar o animal com um pote. Em seguida, entre em contato com o Controle de Zoonoses de sua Regional por meio do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) pelo telefone 156.
O que fazer em caso de acidentes com escorpiões
- Procure imediatamente o serviço de emergência do Hospital João XXIII; (Quanto mais rápido é iniciado o tratamento, menos sintomas vão aparecer e menor a chance de morte)
- Não use remédios caseiros e não se automedique;
- Capture o animal, vivo ou morto, com um pote, para que a espécie possa ser identificada. Dessa forma, será possível avaliar a gravidade do acidente e identificar o soro adequado para combater o veneno.
Colaboraram Benny Cohen e Renata Stuart
Segundo o especialista em escorpiões Anderson do Carmo, Mestre em Genética, uma das condições mais favoráveis para o aparecimento do animal é a presença de presas como baratas, por exemplo, principal alimento do predador. Em dias de chuva, a atenção deve ser redobrada. “Como vivem em esgotos, a chuva inunda o esconderijo deles, fazendo com que saiam à procura de locais escuros, sujos e entulhados”, alerta.
O maior perigo que o escorpião oferece é para menores de 14 anos. “A maior taxa de mortalidade ocorre nessa fase, quando as crianças são mais sensíveis à picada, uma vez que elas têm uma massa corporal menor e o sistema imunológico não é totalmente desenvolvido”, explica.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) demonstram que, no ano passado, 29 pessoas morreram por acidentes com escorpiões em Minas Gerais. Neste ano, sete mortes já foram registradas.
Cuidados para evitar o aparecimento de escorpiões
- Use telas ou manter fechados os ralos de pias, tanques e banheiros;
- Proteja soleiras das portas com borrachas ou sacos de areia;
- Elimine frestas nas paredes, muros, pisos, tetos, janelas e portas;
- Vistorie quintais com material de construção;
- Agite sapatos, roupas e panos úmidos antes de usar;
- Elimine baratas, alimento preferido do escorpião;
- Mantenha limpas e vedadas as caixas de gordura, esgoto, de redes elétrica e telefônica;
- Não elimine lagartixas, elas são predadoras naturais do escorpião;
- Não acumule lixo e entulho;
- Conserve camas e berços afastados, no mínimo, dez centímetros da parede e evite que lençóis toquem o chão.
Atenção: Se encontrar um escorpião, não tente, de forma alguma, pegá-lo com as mãos e nem pisar nele. A forma mais segura é capturar o animal com um pote. Em seguida, entre em contato com o Controle de Zoonoses de sua Regional por meio do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) pelo telefone 156.
O que fazer em caso de acidentes com escorpiões
- Procure imediatamente o serviço de emergência do Hospital João XXIII; (Quanto mais rápido é iniciado o tratamento, menos sintomas vão aparecer e menor a chance de morte)
- Não use remédios caseiros e não se automedique;
- Capture o animal, vivo ou morto, com um pote, para que a espécie possa ser identificada. Dessa forma, será possível avaliar a gravidade do acidente e identificar o soro adequado para combater o veneno.
Colaboraram Benny Cohen e Renata Stuart


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