Foto de estudante acorrentada e com a pele pintada foi publicada no Facebook
Felipe Rezende, do R7 MG
| 18/03/2013 às 16h31
Reprodução/Facebook

A UFMG ainda não se pronunciou sobre a imagem
Por meio de nota, o reitor Clélio Campolina e a vice-reitora Rocksane de Carvalho repudiaram "quaisquer atos de violência, opressão, constrangimento" em particular durante trotes. Segundo a UFMG, os procedimentos cabíveis "para apuração dos fatos e punição dos envolvidos" já foram iniciados.
Já o Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP) da Faculdade de Direito convocou uma reunião extraordinária para a manhã desta terça-feira (19) entre a diretoria, o Conselho de Representação de Turma, o Conselho de Representação Discente, a Associação Atlética e Acadêmica, o Centro Acadêmico de Ciências do Estado e o Diretório Central dos Estudantes.
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A reunião, segundo o órgão, partiu da "necessidade urgente de posicionamento em relação aos acontecimentos recentes em virtude do trote dos calouros e das calouras".
Na rede social, estudantes mostraram indignação com a foto. Veja alguns comentários:
"Todo trote ofensivo ou humilhante deve ser proibido. O argumento de que "participa quem quer" é ridículo, pois pressupõe uma falaciosa liberdade total de escolha do calouro. Mesmo dentro da FDUFMG ainda há quem ache graça em oprimir, submeter e achincalhar o colega. Debater o tema é urgente. Propor gincanas lúdicas e trotes solidários é o melhor caminho"
"A foto traz consigo toda uma lógica racista, um menino branco acorrentando uma suposta negra, já tem em si, todo um conteudo histórico e simbólico de subjugar o outro indivíduo pela sua cor e pela sua condição de mulher".
"Nenhuma intenção de brincadeira justifica ou pacifica o conteúdo claramente racista de algumas práticas de trote, realizadas em toda UFMG e por diferentes cursos. Naturalizar o preconceito é um passo perigoso para a desumanização".
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