Grupo que manteve família refém no bairro Fernão Dias faz parte de quadrilha que comanda tráfico de drogas em Contagem
05/06/2012 11h22
TABATA MARTINS / KARINA ALVES
Siga em: twitter.com/OTEMPOonline
Os quatro homens e uma adolescente, de 17 anos, que mantiveram uma
família moradora do bairro Fernão Dias, na região Nordeste de Belo
Horizonte, refém por mais de 12 horas são integrantes de uma quadrilha.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso comandava a prática de
tráfico de drogas no bairro Parque São João, em Contagem, na Grande BH.
Até o momento, apenas um dos suspeitos foi identificado, uma vez que o
resto forneceu nomes falsos para os policiais.
Segundo a PC, o criminoso, de 31 anos, já ficou preso por dez anos pela prática de roubo e estava livre há pelo menos dois meses, quando recebeu um benefício. Ele foi preso na época durante a operação Rosário das Mortes, que desarticulou uma quadrilha suspeita de ter cometido 21 homicídios. Todos os presos estão envolvidos em mais dois roubos semelhantes a esse ocorrido no bairro Fernão Dias. Os outros crimes em uma agência do banco Santander em Contagem e em uma agência do Banco do Brasil da Grande BH. A ação que terminou na prisão dos suspeitos começou po volta de 18h dessa segunda-feira (4) no bairro Fernão Dias e que só terminou às 7h20 desta terça-feira (5).
Conforme as prévias investigações e os depoimentos colhidos durante esta manhã, a intenção dos criminosos era realmente aplicar o conhecido “Golpe do Sapatinho”, já que entre as vítimas haviam dois bancários. Eles, contudo, negaram que soubessem que o casal era funcionário de um banco. Durante coletiva de imprensa, os homens disseram que iriam assaltar todos os apartamentos do prédio. Porém, a polícia civil não acredita nessa versão, uma vez que eles sabiam o nome do casal e até mesmo que a mulher era gerente do banco.
Durante as mais de 12 horas em que a família foi feita refém, os criminosos ligavam para comparsas e avisam que a ação tinha sido falha e que estavam cercados. Eles diziam "a casa caiu" para os cúmplices, conforme contaram os reféns à polícia. Não há informações sobre quantos seriam os cúmplices envolvidos com a quadrilha.
A ação. De acordo com as vítimas, o crime começou quandos dois dos suspeitos, que estavam vestidos com uniformes da Polícia Civil, bateram na porta do apartamento do casal, onde estava as duas crianças e a babá delas. Desconfiada, a funcionária não abriu a porta, apesar dos bandidos terem se identificado como policiais e afimarem que tinham permissão para fazer uma vistoria no computador da patroa dela, que é gerente de uma agência do Banco do Brasil.
Após a negativa da babá, mais três dos suspeitos, também vestidos com uniformes da Polícia Civil, foram vistos saindo de um Gol preto na porta do prédio. Por sorte, uma vizinha das vítimas desconfiou da estranha movimentação e acionou a polícia. Durante esse intervalo, o casal de bancários foi abordado pelo trio no momento em que estacionou o carro da família na porta da garagem.A gerente chegou a ser chamada pelo nome, mas também não acreditou na desculpa de vistoria em computador. No entanto, o casal foi obrigado a descer do veículo e a subir. No apartamento, a babá abriu a porta, quando o crime foi anunciado.
Depois de um tempo, três dos bandidos decidiram sair do apartamento e descer, mas foram surpreendidos por uma viatura da Polícia Militar. Ao perceber a presença dos militares, o trio subiu e foi iniciado o cárcere privado.Passadas mais de cinco horas, os criminosos libertaram as duas filhas do casal, de 2 e 4 anos. A mais velha foi libertada às 0h20 e a mais nova, que chorava muito, por volta de 0h50 desta terça. Uma tia das crianças, irmã da gerente bancária, foi quem saiu com as duas meninas, que não aparentavam estar feridas. As crianças foram atendidas por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Os pais e a babá das meninas também não sofreram ferimentos.
Atualizada às 13h48.
Segundo a PC, o criminoso, de 31 anos, já ficou preso por dez anos pela prática de roubo e estava livre há pelo menos dois meses, quando recebeu um benefício. Ele foi preso na época durante a operação Rosário das Mortes, que desarticulou uma quadrilha suspeita de ter cometido 21 homicídios. Todos os presos estão envolvidos em mais dois roubos semelhantes a esse ocorrido no bairro Fernão Dias. Os outros crimes em uma agência do banco Santander em Contagem e em uma agência do Banco do Brasil da Grande BH. A ação que terminou na prisão dos suspeitos começou po volta de 18h dessa segunda-feira (4) no bairro Fernão Dias e que só terminou às 7h20 desta terça-feira (5).
Conforme as prévias investigações e os depoimentos colhidos durante esta manhã, a intenção dos criminosos era realmente aplicar o conhecido “Golpe do Sapatinho”, já que entre as vítimas haviam dois bancários. Eles, contudo, negaram que soubessem que o casal era funcionário de um banco. Durante coletiva de imprensa, os homens disseram que iriam assaltar todos os apartamentos do prédio. Porém, a polícia civil não acredita nessa versão, uma vez que eles sabiam o nome do casal e até mesmo que a mulher era gerente do banco.
Durante as mais de 12 horas em que a família foi feita refém, os criminosos ligavam para comparsas e avisam que a ação tinha sido falha e que estavam cercados. Eles diziam "a casa caiu" para os cúmplices, conforme contaram os reféns à polícia. Não há informações sobre quantos seriam os cúmplices envolvidos com a quadrilha.
A ação. De acordo com as vítimas, o crime começou quandos dois dos suspeitos, que estavam vestidos com uniformes da Polícia Civil, bateram na porta do apartamento do casal, onde estava as duas crianças e a babá delas. Desconfiada, a funcionária não abriu a porta, apesar dos bandidos terem se identificado como policiais e afimarem que tinham permissão para fazer uma vistoria no computador da patroa dela, que é gerente de uma agência do Banco do Brasil.
Após a negativa da babá, mais três dos suspeitos, também vestidos com uniformes da Polícia Civil, foram vistos saindo de um Gol preto na porta do prédio. Por sorte, uma vizinha das vítimas desconfiou da estranha movimentação e acionou a polícia. Durante esse intervalo, o casal de bancários foi abordado pelo trio no momento em que estacionou o carro da família na porta da garagem.A gerente chegou a ser chamada pelo nome, mas também não acreditou na desculpa de vistoria em computador. No entanto, o casal foi obrigado a descer do veículo e a subir. No apartamento, a babá abriu a porta, quando o crime foi anunciado.
Depois de um tempo, três dos bandidos decidiram sair do apartamento e descer, mas foram surpreendidos por uma viatura da Polícia Militar. Ao perceber a presença dos militares, o trio subiu e foi iniciado o cárcere privado.Passadas mais de cinco horas, os criminosos libertaram as duas filhas do casal, de 2 e 4 anos. A mais velha foi libertada às 0h20 e a mais nova, que chorava muito, por volta de 0h50 desta terça. Uma tia das crianças, irmã da gerente bancária, foi quem saiu com as duas meninas, que não aparentavam estar feridas. As crianças foram atendidas por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Os pais e a babá das meninas também não sofreram ferimentos.
Atualizada às 13h48.
Galeria de fotos
» Notícias relacionadas
Notícias
05/06/2012
Notícias
05/06/2012
Notícias
04/06/2012













Nenhum comentário:
Postar um comentário