quarta-feira, 9 de abril de 2014

PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS - TEXTO ENVIADO E ASSINADO SOB O PSEUDÔNIMO DE "MILICO INTERIORANO"

 



          Era uma vez numa cidade bem pequena, onde havia um pequeno comércio de variedades. Neste comércio, o proprietário tinha apenas dois funcionários. Por ser uma cidade muito pequena, o lucro não era satisfatório com as vendas, com isso, pagava-se mal aos funcionários. Estes ganhavam a metade de um salário mínimo.
     Certo dia, o proprietário da lojinha, foi visitar um de seus funcionários que estava doente. Mesmo com a falta dele no trabalho, o comércio não fora prejudicado, pois havia poucos clientes. Nesta visita, o dono viu que seu funcionário vivia muito mal. A casa era muito simples, havia poucos móveis e ele tinha 5 filhos; o mais velho com apenas 10 anos de idade. Somente o funcionário doente que trabalhava, logo toda família dependia dele.
     Depois de ver aquilo, o proprietário pensou em aumentar o salário dos funcionários, porém, viu que era impossível, pois teria mais prejuízos que lucros se regulamentasse os direitos trabalhistas de todos. Isso o deixou triste.
     Pondo-se a pensar com seus botões, na tentativa de encontrar uma melhor solução, teve uma ideia simples. Lembrou-se de uma palestra sobre empreendedorismo, na qual fora dito a expressão “participação nos lucros”. Isto era comum em grandes empresas, mas em pequeníssimas empresas nem era cogitado. Eis que pensou: se meus funcionários tiverem participação nos lucros, pode ocorrer deles ganharem mais do que ganham hoje.
     A ideia, que na prática, não mudaria nada na vida dos funcionários, mas daria uma motivação a eles que poderia surtir efeito. Atualmente, eles trabalham cumprindo suas funções roboticamente e sem motivação, sempre sonhando em arrumar outro emprego ou irem embora para cidade grande. Com essa ideia nova, talvez mude algo.
     O proprietário reuniu todos e propôs a ideia. Os dois funcionários iriam trabalhar tendo por base o atual salário que ganham, quanto mais venderem, mais retorno financeiro será acrescentado ao salário fixo deles, percentualmente.
     A partir daí, os dois funcionários trabalhavam de forma diferente. Vários amigos deles começaram a comprar na loja. O atendimento melhorou absurdamente. Estavam sempre sorrindo a todos que entravam no comercinho. Conheciam tudo sobre cada produto à venda. Aquele funcionário que sempre adoecia, já gozava de uma saúde impressionante. Um deles começou a divulgar a marca da loja nas pequenas cidades vizinhas. Ideias de melhorias brotavam na cabeça deles, tudo para aumentar as vendas.
     Assim, em pouco tempo, o pequeno comércio teve a necessidade de contratar mais funcionários. Todos os candidatos ao emprego gostaram da ideia de participação nos lucros. Vestir a camisa da lojinha significava um trocado a mais.
     Outros pequenos empresários, ao verem o crescimento da lojinha, queriam saber como aquilo ocorrera. O proprietário da lojinha reuniu todos os comerciantes e políticos da cidadezinha para divulgar a ideia. Esta só teria sucesso se todos participassem. Até que alguém cogitou a mesma ideia para os funcionários da prefeitura, mas a oposição partidária retrucou ferozmente.


  TEXTO ASSINADO SOB O PSEUDÔNIMO DE "MILICO INTERIORANO"

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