Texto de Flávio Jackson Ferreira
19 de janeiro de 2014 às 10:53
Interessante o entendimento do modismo que, de ciclos em ciclos, impera no seio de muitas sociedades.
Não
bastasse as modas - algumas bizarras - alguns tentam entender
obviedades, e o pior, arranjar formas de discutir seus formatos e
lógicas.
Bom, não houve nenhuma lógica no triângulo feito
no cabelo do Ronaldo fenômeno, por ocasião da copa do mundo, quando o
Brasil conquistou o título pela última vez.
Muitas
crianças, do mundo todo, replicaram aquele corte de cabelo que
sentido...deixava muito louco ansioso por desbravá-lo em sua origem. Tem
coisa, meus amigos, que não tem explicação.
O rolezinho nos shoppings começou por ação de jovens que, por motivos diversos, almejavam encontros com suas tribos.
Simples assim.
Algumas
correntes vão identificar jovens querendo encontros para objetivos
escusos, como os da promoção de arrastões ou coisa parecida.
Outros,
na esfera sociológica, podem perceber vieses comunitários e de natureza
coletiva da ratificação na necessidade do encontro das pessoas.
Para
uns, loucos...para outros, infratores... noutras visões gente sem ter o
que fazer...não se esquecendo daquelas pessoas que não são capazes
sequer de julgar... ou seja, sempre visões que nos garantem o estado
democrático de direito, estado do pensar livre e desimpedido de
fronteiras, desde que não firam direitos.
Aí começa o
problema do rolezinho nos shoppings. Vi alguns absurdos escritos em
renomadas colunas que me causaram desassossego. Palavras politiqueiras e
tendenciosas, pois, mais uma vez, buscam tentativas de holofote e
navegações em searas do preconceito. Será?
Cheguei a ver o
absurdo de colocações vazias e maldosas de que às polícias estariam, em
alguns pontos do Brasil, cerceando o direito de ir e vir...Patavinas..
Vamos a interpretações de quem opera o estado de flagrância.
Bom,
nada quanto ao rolezinho se levado a feito de boas intenções de
encontro das pessoas. O fato é que não é uníssona a motivação. Digo, no
sentido pacífico. Muitas ações são monitoradas de pessoas interessadas
na balburdia.
Outra, sempre que o número de pessoas excede
o previsto pelas estatísticas de quem planeja receber público, alguém
vai sambar. Fato. O tal estado de natureza hobbesiana...instintos a flor
da pele e em pequenas necessidades primárias, tão bem explorados por
Maslow, farão com que os os indivíduos passem ao estado primitivo. Logo,
brigas, confusões, furtos, falta de ambiente agradável a saúde, dentre
outras tantas argumentações que nos levariam a produção de mais alguns
textos.
Agora, falar em preconceito, pela tentativa
judicial de evitar tais aglomerações? Sinceramente. É necessário um
pouco mais de percepção coletiva. Se disserem que os shoppings pertencem
aos ricos, pelos preços e coisa e tal, voilà... Mas, da frequência é
uma tremenda abobrinha. Temos shoppings em diversas zonas das cidades
grandes, por exemplo. No Rio de Janeiro temos na zona sul, na norte e na
baixada. Onde estãos os muros?
Na minha humilde visão de
quem vive os encontros sociais de dia, de noite, nos feriados e dias
santos posso afirmar que nos referidos locais, talvez, sejam pontos onde
a ética rousseana exista. Não há cores da desigualdade na frequência.
Nos shoppings, por mais utópico que possa ser e parecer, as pessoas
ganham um "status" de igualdade. Podem até falar que deixar frequentar
sem o poder de compra seja um tipo de exclusão.. Entendo e deixo para
Ricard Gomà, cientista político catalão, explicar às raias e os tipos de
alijamento e exclusões que fazemos no século XXI. A própria utilização
da web, nos celulares, pelos rolezeiros pode ser um tipo de exclusão
para os não afortunados no mundo digital, ou não??
Então,
tecnicamente falando, o encontro de pessoas em ambientes que não
suportem determinada quantidade de Seres humanos é uma preocupação. Não
por preconceito, por separatismo ou por arrogância, mas por segurança e
ponto. Nada mais.
É momento de crescemos com às formas
mobilizatórias da web. É hora da união de esforços para condução
condoreira de cenários humanitários, mas não anárquicos, desprovidos do
mínimo de segurança e civilidade.
O rolezinho é muito bom, mas pode suscitar problemas se o local não oferecer o mínimo de condições de segurança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário