Marcelo Ernesto
Publicação: 22/01/2014 18:34 Atualização: 22/01/2014 20:40
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| O MP argumenta que os contratos fechados entre 2007 e 2011 eram ilegais porque a empresa, de propriedade dos parlamentares, teria firmado contratos e termos de parceria sem licitação tendo a Epamig |
A Justiça de
Minas Gerais decretou nessa terça-feira o bloqueio dos bens até o limite
de R$ 14,58 milhões e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador
Zezé Perrella (PDT) e do filho dele, o deputado estadual Gustavo
Perrella (SDD). No entendimento da juíza Rosimere das Graças do Couto,
da 3ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, há
“indícios da prática de improbidade administrativa" em contratos
firmados entre a Epamig e a Limeira Agropecuária e Representações Ltda,
pertencente à família Perrella. Também foram atingidos pela medida um
irmão de Zezé, Geraldo de Oliveira Costa, o filho dele, André Almeida
Costa - que consta como representante da Limeira - e ex-dirigentes da
autarquia mineira.
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Na ação, o MP argumenta que os contratos
fechados entre 2007 e 2011 eram ilegais porque a empresa, de propriedade
dos parlamentares, teria firmado contratos e termos de parceria sem
licitação tendo a Epamig como fornecedora de “sementes especiais” para
serem plantadas em uma propriedade da Limeira. Na sequência, a produção
era comprada pela empresa estadual. Segundo o Ministério Público, o fato
de Zezé e Gustavo serem integrantes do Legislativo impediam a
negociação com o poder público.
Para juíza, os indícios
justificam a medida. “Estou a entender que, de fato, diante da
existência de indícios da prática da atos de improbidade administrativa,
justifica-se a decretação da quebra de sigilos bancários e fiscal para
que sejam informadas as movimentações financeiras existentes daqueles
que, em tese, direta ou indiretamente, possam estar envolvidos na
prática dos supostos ilícitos”, decidiu.
Em nota divulgada à
imprensa, o senador negou que tenha ocorrido qualquer irregularidade nos
contratos e afirmou que vai recorrer da decisão. “O senador Zezé
Perrella está totalmente tranquilo, uma vez que todo o procedimento
realizado, entre a empresa de sua família e a Epamig, sempre esteve
pautado nas normas legais aplicáveis, não havendo qualquer ilegalidade
que denote improbidade administrativa, conforme será demonstrado ao
longo do processo”, diz a nota.
Segundo a Epamig, o contrato com a
Limeira Agropecuária, “atendeu às exigências legais. Segundo a empresa
pública, por ser enquadrar na categoria de Instituição Científica e
Tecnológica (ICT) a licitação pública “é dispensável”. A dispensa ainda
se aplica quando está relacionada a “transferência de tecnologia e
para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação
protegida”. O contrato, conforme a Epamig, foi encerrado em 2011 e
atualmente não há acordo com a empresa pertencente a família Perrella.

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