Texto de Cláudio Cassimiro Dias
Nos dias
atuais surgem em virtude das mudanças sociais, novos modelos de convivência e
relacionamento social. As pessoas se distanciam uma das outras, e demonstram
cada vez mais frieza no trato com seu semelhante.
Percebemos
que não estamos e não vivemos sós, quando precisamos da ajuda de outrem, por
qualquer que seja o motivo. Quando o pneu do carro fura e o estepe está vazio
ou quando caímos na rua e não temos forças para levantar sozinho, quando
precisamos de uma doação de sangue, ou mesmo nos sentimos sozinho em um leito
de hospital e precisamos de uma mão amiga, pode ser da enfermeira, da ajudante
geral ou até mesmo do visitante de outro paciente.
Na verdade,
não vivemos sós, e isso é uma verdade quase absoluta. Não existimos em um mundo
individual, mas coletivo por natureza e essência.
O
comportamento individual mesmo que isolado, se pauta de uma maneira ou de outra,
na vivência em sociedade, comunidade, grupo e a base, que é a família.
Não há como
se isolar no mundo. O mito do eremita fica cada vez mais distante, pois mesmo
ele, um dia fez ou fará parte de algum grupo social, a menos que padeça
longinquamente em seu asilo natural, e não seja encontrado por outro ser
vivente.
A
Globalização que se instala em nosso mundo atual nada mais é do que uma
aproximação dos povos através do comércio, relações diplomáticas e intercâmbios
internacionais. Vem ainda a internet que ligou o mundo e o espaço de ponta a
ponta.
Diante de
tudo isso, ocorreu um distanciamento pessoal, ou seja, de pessoa para pessoa, do
contato físico do aperto de mão ou abraço.
Estamos carentes e desejosos de um
“bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”, que infelizmente tem sumido do convívio
cotidiano das pessoas.
Por falar nisso, desejo tudo de bom a
todos e que não se esqueçam de dizer bom dia, boa tarde ou boa noite aqueles
que lhes cercam.
CLÁUDIO CASSIMIRO DIAS, SARGENTO PM, CRIMINÓLOGO, CIENTISTA
JURÍDICO, HISTORIADOR, ACADÊMICO EFETIVO CURRICULAR DA ACADEMIA DE LETRAS DA
PMMG, PALESTRANTE E PESQUISADOR DA HISTÓRIA MILITAR.
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