domingo, 17 de março de 2013

TRÁFICO DE DROGAS - NEGÓCIO DE FAMÍLIA


by Flavio Jackson Ferreira Santiago (Notas) on Domingo, 17 de março de 2013 às 19:36
 
O tráfico de drogas tem sido um grande calcanhar para o desenvolvimento de qualquer política pública no nosso querido Brasil. Não obstante às grandes apreensões no país e, com muita propriedade no território mineiro, algumas considerações nos fazem temer comparações a países que vivem da droga e, sua população, corrobora para que o sistema nefasto do narcotráfico sobreviva.

Não acredito que seja o caso do Brasil, mas, duas observações sociológicas são de importante pontuação para tecermos estratégias para o efetivo combate. A primeira vem de encontro comparativo da comercialização da droga num período de quarenta anos. Nas décadas de setenta e oitenta, tínhamos a maconha como “calcanhar de Aquiles” e a aparição da cocaína se atinha a high society. A partir dos anos 90, começava o reinado de uma das mais nefastas drogas do mundo - o crack. Esta droga que, juntamente com o ecstasy, passou a frequentar as rodas de nossa juventude. O crack venceu barreiras e tornou reféns membros de todas as classes sociais. Uma verdadeira avalanche destrutiva que inferniza nossas famílias criando pontos de exclusão – as famosas cracolândias.

Bom, nosso ponto de vista vai de encontro a um comparativo de comercialização. Antigamente, quando a polícia fazia a prisão de um traficante, era um duro golpe no tráfico local, onde o refazimento das atividades ligadas à venda de drogas demorava ou passava a inexistir naquele ponto. Hoje, infelizmente, podemos fazer uma observação que sobrecarrega, demasiadamente, as atividades das polícias. Via de regra, o traficante preso faz sucessores. E, não estão atrelados somente aos comparsas que veem de forma atrativa à manutenção do negócio escuso, mas, a esposa, a amásia ou os próprios filhos. Algo a ser percebido e estudado pelos Governos em geral. Estatisticamente, o número de mulheres presas por tráfico de drogas aumentou, consubstancialmente, no Brasil. E o número de apreensões continua em franca atuação pelas equipes de prevenção e repressão qualificadas das polícias. A narrativa prejudica a ação da polícia, pois, a manutenção de familiares na referida mercancia não favorece ao desatrelamento de um espaço degradado pelo tráfico, uma vez que, mesmo com reiteradas prisões, em momentos distintos, tais locais continuam com a movimentação de compra e venda de drogas.

O segundo ponto interessante vai de encontro ao desafio que os estudiosos do marketing têm para estudar em relação ao comércio de drogas. Bom, para termos um negócio de sucesso, o empresário tem que investir pesadamente na propaganda, além de ter que trabalhar uma série de ferramentas para difundir seus produtos. O traficante não! Uma casa velha, com tijolos quebrados, além de um péssimo posicionamento estratégico, no meio de um bairro, pode ser um ponto de venda de drogas. E o pior...vende. E aí, segue outra inferência a nossa sociedade. Se vende, é porque tem comprador. Se tem comprador, mesmo diante das fragilidades comerciais citadas, por ausência de propaganda e ferramentas de marketing mais aplicados, é porque nossa
população aumentou o uso e abuso destas substâncias ao longo do tempo. Logo, é importante perquirirmos se nossa sociedade está realmente preocupada com estas questões. Vejo alguns pais, como em recente publicação em revista renomada, que ratificaram serem os grandes incentivadores de seus filhos no mundo das drogas. Até alguns políticos chancelaram proposta referente a descriminalização de algumas drogas. Para mim, particularmente, um tremendo erro. Até a velha maconha já foi identificada como droga de alto potencial destrutivo.

É imprescindível que os debates acerca dos danos causados a saúde, bem como a sociedade - pois a pessoa que se arvora a utilizar drogas precisa saber que está financiando outros crimes - sejam francos nas universidades, nas comunidades religiosas, familiares, empresariais, de bairro etc. Então, quem compra e usa drogas, é partícipe de homicídios, roubos, sequestros e outros delitos que causam danos seríssimos a quem vive um drama destes. E, nos dias atuais para piorar, alguns traficantes condenados nem chegam ao regime fechado, ou seja, retornam suas atividades ilícitas depois do julgamento. Para nossa tristeza.

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