Publicado no Jornal OTEMPO em 28/02/2013
BERNARDO MIRANDA
FOTO: ALEX DE JESUS - 14.7.2010
Segredo. Quaresma disse que fontes da Polícia Civil confirmaram a quebra de sigilo
O
suposto envolvimento do advogado Ércio Quaresma no suborno de policiais
paulistas, em abril de 2010, para livrar seu cliente e amigo pessoal
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de uma prisão por porte ilegal de
armas está sendo investigado pela Polícia Civil. Bola teria ido a Santos
(SP) para procurar e matar Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno
Fernandes. Com a detenção, o plano teria sido interrompido, e Bola teria
voltado para Minas. Quaresma nega o envolvimento. O Ministério Público e
a Polícia Civil não confirmam a informação e dizem que as investigações
correm em sigilo.
O inquérito ainda está em andamento e acontece em separado da investigação que indiciou oito acusados de envolvimento no desaparecimento e na morte de Eliza. Segundo o próprio Quaresma, até mesmo seu sigilo telefônico já teria sido quebrado.
"No inquérito, é mencionado que um advogado conhecido de Minas teria ido até Santos e subornado os policiais para liberar Bola. Ora, é óbvio que o promotor está se referindo a mim, só não teve peito para colocar o meu nome", diz o advogado.
Apesar de dizer que está sendo investigado, Quaresma nega que tenha ido a Santos na ocasião. "Há um tempo atrás, o Fernando Magalhães e o Zanone de Oliveira (outros advogados de Bola) me procuraram preocupados, dizendo que estavam sabendo que o Ministério Público tinha provas de que eu teria subornado os policiais. Eu disse para eles ficarem tranquilos porque não tinha como o promotor conseguir fatos que comprovassem a suspeita, já que a última vez em que estive no litoral paulista eu ainda era criança", destacou o defensor, que admitiu ser amigo pessoal de Bola e de Gilson Costa, policial civil que, agora, é investigado por participação na morte de Eliza Samudio, junto com o também policial José Laureano de Assis, o Zezé.
O chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil, Wagner Pinto, se negou a dar qualquer informação sobre a investigação. "Infelizmente, houve o vazamento, o que terminou por atrapalhar os trabalhos. Não vou mencionar nomes, número de pessoas ou quais são as provas", disse o delegado.
Já a assessoria de imprensa do Ministério Público afirmou que o promotor Henry Wagner Vasconcelos não dará entrevistas até o dia do julgamento e que ele vai pedir investigação policial para averiguar quem divulgou as informações do inquérito que corre em segredo de Justiça.
Júri. Apesar de Quaresma não defender Bruno ou sua ex-mulher Dayanne Souza, que irão a júri a partir de segunda-feira, ele poderá frequentar o julgamento e questionar aos acusados.
O inquérito ainda está em andamento e acontece em separado da investigação que indiciou oito acusados de envolvimento no desaparecimento e na morte de Eliza. Segundo o próprio Quaresma, até mesmo seu sigilo telefônico já teria sido quebrado.
"No inquérito, é mencionado que um advogado conhecido de Minas teria ido até Santos e subornado os policiais para liberar Bola. Ora, é óbvio que o promotor está se referindo a mim, só não teve peito para colocar o meu nome", diz o advogado.
Apesar de dizer que está sendo investigado, Quaresma nega que tenha ido a Santos na ocasião. "Há um tempo atrás, o Fernando Magalhães e o Zanone de Oliveira (outros advogados de Bola) me procuraram preocupados, dizendo que estavam sabendo que o Ministério Público tinha provas de que eu teria subornado os policiais. Eu disse para eles ficarem tranquilos porque não tinha como o promotor conseguir fatos que comprovassem a suspeita, já que a última vez em que estive no litoral paulista eu ainda era criança", destacou o defensor, que admitiu ser amigo pessoal de Bola e de Gilson Costa, policial civil que, agora, é investigado por participação na morte de Eliza Samudio, junto com o também policial José Laureano de Assis, o Zezé.
O chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil, Wagner Pinto, se negou a dar qualquer informação sobre a investigação. "Infelizmente, houve o vazamento, o que terminou por atrapalhar os trabalhos. Não vou mencionar nomes, número de pessoas ou quais são as provas", disse o delegado.
Já a assessoria de imprensa do Ministério Público afirmou que o promotor Henry Wagner Vasconcelos não dará entrevistas até o dia do julgamento e que ele vai pedir investigação policial para averiguar quem divulgou as informações do inquérito que corre em segredo de Justiça.
Júri. Apesar de Quaresma não defender Bruno ou sua ex-mulher Dayanne Souza, que irão a júri a partir de segunda-feira, ele poderá frequentar o julgamento e questionar aos acusados.



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