Triângulo
Medida protetiva não foi eficaz
Caso é mais um exemplo da ineficiência dos recursos judiciais
FOTO: ENERSON CLEITON / JORNAL DE UBERABA
Brutal. Pedido de prisão preventiva foi concedido, mas até ontem à noite, o suspeito estava foragido
Nem
mesmo as medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça de
Conceição das Alagoas, no Triângulo Mineiro, foram suficientes para
salvar a vida de uma adolescente de 16 anos. Em mais um exemplo de como a
violência contra a mulher pode alcançar os limites do extremo, a garota
foi assassinada pelo ex-companheiro Derik Stefany Batista dos Santos,
21, no último sábado, em uma sorveteria localizada na praça central da
cidade. Um outro adolescente, de 17 anos, amigo da jovem, também foi
morto. Uma câmera de segurança da loja gravou o suspeito esfaqueando a
menor.
Segundo a promotora de Justiça Tânia Nagib Abou Haidar, a adolescente tinha assegurada as medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha, desde 9 de julho, quando teve início o processo movido pelo Ministério Público, a partir de um pedido da vítima. Desde então, Santos era obrigado a manter uma distância mínima de 300 metros da ex-companheira, com a qual tinha uma filha de pouco mais de 1 ano, e da família dela. O suspeito também era proibido de entrar em contato com a menor por meio de ligações telefônicas ou qualquer outro canal de comunicação.
O crime aconteceu um dia depois que uma nova audiência foi realizada para acertar como seriam as visitas do pai à criança, benefício que também havia sido suspenso pelo juiz que avaliou o pedido do Ministério Público de Minas Gerais, na primeira audiência. No encontro, na tarde da última sexta-feira, teria ficado acertado que a irmã de Santos buscaria a menina para ver o pai uma vez por semana e retornaria com ela para a casa da adolescente.
Na audiência, o juiz determinou ainda a manutenção das medidas protetivas de urgência. "Ele foi advertido de que não poderia se aproximar dela na sexta-feira. No sábado, descumpriu a medida e matou a ex-companheira", relatou a promotora. As medidas tinham sido prorrogadas por três meses.
O crime acende uma discussão sobre como garantir que as determinações judiciais de proteção às mulheres sejam respeitadas pelos agressores. De acordo com o previsto na Lei Maria da Penha, o descumprimento das medidas pode levar à prisão preventiva do acusado. A adolescente já havia registrado ocorrências policiais contra o ex-companheiro.
União. O relacionamento entre Santos e a jovem morta teria durado três anos. Nesse período, eles até moraram juntos, mas teriam rompido devido ao ciúmes do rapaz.


Segundo a promotora de Justiça Tânia Nagib Abou Haidar, a adolescente tinha assegurada as medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha, desde 9 de julho, quando teve início o processo movido pelo Ministério Público, a partir de um pedido da vítima. Desde então, Santos era obrigado a manter uma distância mínima de 300 metros da ex-companheira, com a qual tinha uma filha de pouco mais de 1 ano, e da família dela. O suspeito também era proibido de entrar em contato com a menor por meio de ligações telefônicas ou qualquer outro canal de comunicação.
O crime aconteceu um dia depois que uma nova audiência foi realizada para acertar como seriam as visitas do pai à criança, benefício que também havia sido suspenso pelo juiz que avaliou o pedido do Ministério Público de Minas Gerais, na primeira audiência. No encontro, na tarde da última sexta-feira, teria ficado acertado que a irmã de Santos buscaria a menina para ver o pai uma vez por semana e retornaria com ela para a casa da adolescente.
Na audiência, o juiz determinou ainda a manutenção das medidas protetivas de urgência. "Ele foi advertido de que não poderia se aproximar dela na sexta-feira. No sábado, descumpriu a medida e matou a ex-companheira", relatou a promotora. As medidas tinham sido prorrogadas por três meses.
O crime acende uma discussão sobre como garantir que as determinações judiciais de proteção às mulheres sejam respeitadas pelos agressores. De acordo com o previsto na Lei Maria da Penha, o descumprimento das medidas pode levar à prisão preventiva do acusado. A adolescente já havia registrado ocorrências policiais contra o ex-companheiro.
União. O relacionamento entre Santos e a jovem morta teria durado três anos. Nesse período, eles até moraram juntos, mas teriam rompido devido ao ciúmes do rapaz.


Prisão
Suspeito de cometer duplo homicídio está foragido
Após
atacar a adolescente e o amigo dela, Derik Santos fugiu. O suspeito se
apresentou à delegacia, na manhã de ontem, acompanhado de um advogado,
mas não ficou preso porque já havia se encerrado o flagrante. O pedido
de prisão preventiva foi concedido à tarde pela Justiça, mas, até o
início da noite, o jovem continuava foragido.
Para a mãe do adolescente morto no ataque promovido por Santos, o suspeito não tinha motivo para esfaquear o menor. De acordo com Laudicéia Dagrava, 38, o filho era apenas amigo da ex-companheira de Santos, e teria se aproximado dela porque a adolescente estava com o sobrinho. Ele era padrinho do menino. "O sobrinho da adolescente era afilhado dele. Meu filho ia ver a namorada quando se encontrou com a amiga", contou. (VD)

Para a mãe do adolescente morto no ataque promovido por Santos, o suspeito não tinha motivo para esfaquear o menor. De acordo com Laudicéia Dagrava, 38, o filho era apenas amigo da ex-companheira de Santos, e teria se aproximado dela porque a adolescente estava com o sobrinho. Ele era padrinho do menino. "O sobrinho da adolescente era afilhado dele. Meu filho ia ver a namorada quando se encontrou com a amiga", contou. (VD)

Lavrador assassina mulher a facadas
Em
outro crime de violência contra a mulher, um lavrador de 28 anos matou a
mulher, de 25, a facadas enquanto ela dormia. O homicídio aconteceu
ontem em uma comunidade agrícola, na zona rural de Botelhos, no Sul de
Minas. Segundo a Polícia Militar (PM), Almir da Silva Alves teria
descoberto uma traição da companheira, após surpreendê-la na residência
de um adolescente de 17 anos, no mesmo povoado.
"Ele voltou para casa e, horas depois, durante a madrugada, esfaqueou a mulher com pelo menos nove golpes", contou o soldado Leonardo Vítor. Edilene Lopes de Santo morreu no local, de acordo com a PM. Uma criança de três anos, filha do casal, estava no quarto, mas não foi ferida.
Após matar a mulher, o suspeito tomou banho, trocou de roupa e saiu, deixando a porta do quarto trancada. Ele se apresentou à companhia da PM de Botelhos e contou o que havia acontecido. O lavrador foi preso e levado à delegacia da cidade, onde foi autuado por homicídio.
O casal tinha três filhos, e, de acordo com a PM, era natural do Piauí, na região Nordeste do país. Almir e Edilene moravam em Botelhos há cerca de três anos. (VD)
"Ele voltou para casa e, horas depois, durante a madrugada, esfaqueou a mulher com pelo menos nove golpes", contou o soldado Leonardo Vítor. Edilene Lopes de Santo morreu no local, de acordo com a PM. Uma criança de três anos, filha do casal, estava no quarto, mas não foi ferida.
Após matar a mulher, o suspeito tomou banho, trocou de roupa e saiu, deixando a porta do quarto trancada. Ele se apresentou à companhia da PM de Botelhos e contou o que havia acontecido. O lavrador foi preso e levado à delegacia da cidade, onde foi autuado por homicídio.
O casal tinha três filhos, e, de acordo com a PM, era natural do Piauí, na região Nordeste do país. Almir e Edilene moravam em Botelhos há cerca de três anos. (VD)

Nenhum comentário:
Postar um comentário