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Policiais e bombeiros do Rio se reúnem nesta
segunda-feira para definir rumos da greve
Manifestação em Copacabana reuniu centenas de pessoas neste domingo
Do R7 |Marcelo Bastos/R7

Manifestantes pediram a libertação dos presos em Copacabana
Os policiais civis, militares e bombeiros decidem nesta segunda-feira (13) em duas assembleias distintas os rumos da greve da categoria, iniciada na última sexta-feira (10) e enfraquecida com a prisão de líderes do movimento e transferência de militares determinadas pelo Governo do Estado.
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio, haverá uma assembleia da categoria às 14h e uma segunda reunião geral com PMs e bombeiros às 18h. Com a prisão de mais um líder grevista, subiu para dez o número de bombeiros presos por estarem à frente do movimento que pede reajuste de salário e melhores condições de trabalho, incluindo o cabo Benevuto Daciolo, o primeiro a ser preso. Segundo o Corpo de Bombeiros, os guarda-vidas que haviam sido punidos administrativamente por falta trabalharam normalmente neste domingo (12) em seus respectivos postos de salvamento.A assembleia foi marcada durante uma manifestação neste domingo (12) em Copacabana, na zona sul do Rio, que pediu a libertação dos líderes presos. Cerca de 400 pessoas se reuniram com camisetas, faixas e cartazes em protesto pelas prisões dos militares e pela manutenção deles no presídio de Bangu 1, na zona oeste, e não em unidades prisionais militares.
Uma das representantes do movimento, Cristiane Daciolo disse que o marido, o cabo Benevenuto Daciolo, principal líder dos bombeiros grevistas, está sem comer há cinco dias.
- Ele está em uma cela de quatro metros quadrados, sem comer desde que foi preso, apenas bebe água porque está angustiado. Ele é um homem de bem e foi preso de forma arbitrária. O movimento foi enfraquecido, mas nós não vamos parar.
Cristiane disse que na próxima terça-feira (14) vai se reunir, em Brasília, com a comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados para tentar um encontro com a presidente Dilma Roussef para pedir anistia aos militares presos, além da transferência para presídios militares.
Para o ex-deputado federal Babá (Psol), a prisão dos líderes provocou um terror nas categorias e, por isso, o número de manifestantes no protesto foi considerado baixo. A deputada estadual Janira Rocha (Psol), que foi flagrada em interceptação telefônica conversando com Daciolo sobre a greve no Rio e na Bahia mantém a mesma opinião.
- Houve uma operação desmonte. Houve a criminalização dos grevistas, grampo telefônico fraudulento e uma pressão política dentro dos quartéis. O número de presos também não bate com o que tem sido divulgado oficialmente. Temos informações de mais de 800 presos. Estão colocando uma tampa em uma panela de pressão que vai explodir a qualquer momento.
O sargento Paulo Edson Nascimento, que teve a prisão temporária decretada disse que iria se apresentar no quartel de Nova Iguaçu assim que a manifestação terminasse. Ele estava acompanhado da mulher e dos filhos.
- Eu não tenho porque fugir, mas a minha missão era estar aqui hoje.
Sindicatos de policiais civis divididos
Presidente Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira criticou os colegas do Sindpol, que também representa a categoria, por suspenderem a greve sem uma assembleia com a categoria.
- A greve por parte dos policiais civis não acabou. O que eles fizeram foi uma traição. Eles deve ter feito algum acordo com a chefia de polícia. Chegaram a sugerir que eu saísse do comando do sindicato porque estaria desgastado. Eu não vou sair. A greve está mantida.
O presidente da Associação do Samu do Estado do Rio de Janeiro, Leandro Santos Vabo, disse que o serviço está operando com apenas 30% da capacidade porque, em 2008, todos os funcionários do serviço foram substituídos por bombeiros.
Equipe da TV Globo foi hostilizada
Durante a manifestação em Copacabana, uma equipe de reportagem da TV Globo foi hostilizada por um grupo de aproximadamente cem pessoas. Aos gritos de “fora Globo”, eles seguiram a equipe até o carro da emissora e atiraram garrafas, latinhas, entre outros objetos no veículo. Ninguém ficou ferido.
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