quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

GREVE DA PM NA BAHIA POR MELHORES SALÁRIOS E CONDICÕES DE VIDA

Militares em greve na Bahia dizem que "Carnaval acabou"

Gratificações de atividade dos policiais estão entre os entraves nas negociações. O Governo diz garantir a segurança nos festejos
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FOTOS CHRISTOPHE SIMON/AFP
Sem avanço nas negociações, governo e grevistas mantêm clima tenso na sede da Assembleia Legislativa
Após receberem a notícia de que haviam falhado as negociações para que a paralisação parcial da Polícia Militar na Bahia terminasse, os grevistas amotinados na Assembleia Legislativa em Salvador e os que estão do lado de fora do prédio começaram a cantar que “o Carnaval acabou”. Foi um sinal de que o movimento continuará até a próxima semana.

A manifestação dos grevistas fez com que as tropas do Exército voltassem a formar o cordão de isolamento da Assembleia e que chegassem mais militares à área. Mas não houve confronto. O comandante-geral da PM do Estado, coronel Alfredo Castro, descartou que a greve atrapalhe a festa popular, tida como a maior do mundo.

O governador Jaques Wagner (PT) também rejeitou modificação no planejamento da festa: “Vamos iniciar o transporte dos policiais do interior para a capital, ação que dá início à Operação Carnaval, no dia 14”, garantiu. “Entre logística e pagamento de adicionais pela atuação na festa, o Estado vai investir 30 milhões de reais”.
 
Fracasso no diálogo

Foram nove horas entre o fim da tarde de segunda-feira e a madrugada de ontem, mais sete horas entre a manhã e a tarde seguintes, sem que Governo baiano e associações de policiais militares chegassem a um acordo para o fim da paralisação parcial, promovida pela PM no Estado desde a terça-feira da semana passada.

As reuniões foram intermediadas pelo arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção da Bahia (OAB-BA).

O Governo aceita pagar a gratificação de atividade policial (GAP) de nível quatro, considerada a principal reivindicação da categoria na Bahia. Mas, o pagamento seria providenciado apenas a partir de novembro. A GAP de nível cinco seria incorporada a partir de 2014.

Os policiais, porém, reivindicam o desembolso da GAP quatro a partir de março, e a inclusão da GAP cinco em 2013, além de pressionar para que o Governo dê anistia geral para os integrantes grevistas da categoria, desde que sem ter sido flagrados cometendo crimes.

Além disso, as associações pedem garantias de que os mandados de prisão já expedidos contra as lideranças do grupo que lidera a paralisação, a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), sejam cumpridas na Bahia, de preferência em dependências militares.

“Não há espaço no orçamento para que o pagamento da GAP 4 seja realizado agora”, justificou Wagner. O Governo também descarta a possibilidade de anistia para policiais que estejam envolvidos em crimes realizados durante a paralisação.

Na tarde de ontem, foi cumprido o segundo mandado de prisão contra líderes do movimento. O sargento Elias Alves de Santana, dirigente da Associação dos Profissionais de Polícia e Bombeiros Militares do Estado da Bahia (Aspol) e apontado como um dos dirigentes, foi detido sob acusação de roubo. (das agências de notícias)

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

Depois do oitavo dia de greve militar no Estado - com a qual o governo de Jaques Wagner parecia irredutível -, começa a ficar claro que o Estado não dispõe de uma saída honrosa, politicamente. A não ser abrindo-se canais de negociação, o que sinalizaria para a volta à normalidade.

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