05/02/2012 23h13 - Atualizado em 06/02/2012 00h58
Governo da Bahia oferece 6,5% de reajuste para PMs grevistas
Governo diz estar aberto a negociações, desde que greve seja suspensa.
Proposta não prevê anistia aos policiais com prisão preventiva decretada.
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Militares em greve, acampados na Assembleia Legislativa, prestam continência ao Pavilhão Nacional. (Foto: LÚCIO TÁVORA/AGÊNCIA A TARDE/AE)Os policiais grevistas estão acampados na Assembleia desde terça-feira (31). Muitos trouxeram as mulheres e os filhos, e estão acampados em salas e corredores.
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, pediu no fim da tarde deste domingo deste domingo (5), providências para a desocupação da Assembleia Legislativa o mais rápido possível. "Os trabalhos legislativos precisam voltar à normalidade. A Assembleia não pode ser usada como abrigo para foragidos da Justiça", disse Nilo.
Durante a tarde, a tensão no acampamento aumentou com a notícia da chegada de 40 homens do Comando de Operações Táticas, a “tropa de elite”, da Polícia Federal (PF), que desembarcaram na Base Aérea de Salvador por volta das 12h deste domingo (5). Eles chegaram à capital baiana para cumprir 11 mandados de prisão contra PMs grevistas, entre eles, o líder do movimento, Marcos Prisco.
QG dos grevistas dentro da Assembleia Legislativa. (Foto: Egi Santana/G1) saiba mais
Pouco antes das 17h30, dois helicópteros realizaram voo baixo sobre a Assembleia Legislativa. Com a chegada dos helicópteros, os líderes do movimento pediram, através de carro de som, que os policiais se concentrassem na rampa principal do prédio.- Dirigente da Aspra, que representa PMs grevistas, é preso na Bahia
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Dois tanques do Exército chegaram ao antigo quartel, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), pouco antes das 18h. De acordo com o governo, eles estão monitorando a situação.
Casos de homicídiosDas 21h de terça (31) até as 17h deste domingo (5), foram registrados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) 84 homicídios e 192 furtos ou roubos a carros em Salvador e Região Metropolitana. A greve foi decretada na noite de terça-feira (31).
Dirigente da associação de PMs é presoUm soldado da PM e dirigente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra) foi preso na madrugada deste domingo, segundo o governo do estado, e encaminhado a sede da Polícia do Exército, na Avenida Paralela, em Salvador.
O PM é lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). Segundo o governo, ele é suspeito de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público, referente à retenção das viaturas.
A prisão dele é a primeira cumprida dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça da Bahia contra integrantes do movimento grevista.
Carros de polícia recuperados
A Polícia Militar recuperou, na tarde deste sábado, 16 carros oficiais que estavam em poder dos grevistas, na Assembleia Legislativa, em Salvador. Os manifestantes são filiados à Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra). Os mandados de reintegração de posse foram expedidos na manhã do sábado (4).
Negociação
O presidente da Aspra, Marco Prisco, e os policiais filiados à entidade esperam espaço para negociação das pautas reivindicatórias com representantes do governo do estado. "A palavra é negociação", disse Prisco neste sábado (4).
Autuação federal
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que já fez o pedido de reserva de vagas em presídios de segurança máxima para encaminhar, caso seja necessário, os policiais militares que tenham cometido algum tipo de crime durante a mobilização grevista.
Pronunciamento do governador
O governador da Bahia, Jaques Wagner, tentou tranquilizar a população em cerca de três minutos de pronunciamento oficial, transmitido pelas emissoras de rádio e TV na sexta-feira (3). Ele reafirmou a “intranquilidade” vivida nos últimos quatro dias, que tem resultado no fechamento antecipado do comércio, violência na rotina do trânsito e contra a população. “Estamos tomando providências para conter ações de um grupo de polícia usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, causando desordem”, afirmou.
Fonte: G1.
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