AS DESIGUALDADES SOCIAIS COMO FATOR MAXIMIZADOR DA CRIMINALIDADE
CLÁUDIO CASSIMIRO DIAS - CRIMINÓLOGO - CABO PM
Vivemos em uma sociedade onde a concentração de renda está mal distribuída e grande quantidade de capital concentra-se nas mãos de um pequeno grupo da elite, enquanto a maior parte da população vive na pobreza e abaixo da linha da pobreza.
É sabido que a pobreza por si só não é fator de criminalidade, como afirmam os estudiosos do assunto, sociólogos, assistentes sociais, criminólogos, antropólogos, etc. No entanto, onde há muita disparidade perde-se também, o equilíbrio natural.
De um lado mansões e castelos, do outro, barracos de madeira e biombos de lata. De um lado comidas com nomes desconhecidos pela grande maioria, carrões de luxo, roupas de “griffe”, festas suntuosas e conchavos políticos de alto nível e emaranhados de benefícios. Do outro lado, marmitas vazias e de pouca variedade, transporte coletivo de péssima qualidade, oportunidades parcas de subempregos, escassez de oportunidades de caráter geral, falta de acesso ao sistema de saúde, dentre outras polaridades majoradas a cada instante.
Não podemos esperar dessa dicotomia uma sociedade que viva em harmonia. Isso é um ponto que deve ser levado em consideração em todos os debates e ações políticas governamentais e não governamentais.
Fica aqui um ponto para reflexão.
CLÁUDIO CASSIMIRO DIAS, CABO PM, CRIMINÓLOGO, BACHAREL EM DIREITO E HISTÓRIA, PESQUISADOR DA HISTÓRIA MILITAR E PALESTRANTE, ACADÊMICO DA ACADEMIA DE LETRAS JOÃO GUIMARAES ROSA DA PMMG.

Bem lembrado, o fator desigualdade social, não pode ser usado como motivo de muitos crimes, como por exemplo o que temos visto de pessoas de classe média que cometem crimes como roubo a bancos por exemplo, porém o tema não pode ser esquecido!
ResponderExcluirCaro Actos Roosevelt, grato pela observação. Exemplo disso é o Crime do Colarinho Branco, desvios de dinheiro público, apropriação indébita, sonegação fiscal, dentre outros...
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