terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Livros queimados causam revolta
Bandidos invadem escola e destroem 9.000 livros didáticos, carteiras computador e TV
Publicado no Super Notícia em 31/01/2012
KARINA ALVES
karina@otempo.com.br
FOTO: ALEX DE JESUS
Livros novos, que estavam no auditório da escola, seriam distribuídos no início do ano letivo para os alunos
Não bastasse o transtorno de passarem as férias repondo dias de greve, alunos da Escola Estadual Maria Luiza Miranda, no bairro Planalto, na região Norte da capital, tiveram a triste surpresa de encontrar 9.000 livros didáticos carbonizados no auditório da instituição, na manhã de ontem. O material foi entregue à escola, que atende 1.600 alunos dos ensinos fundamental e médio, em dezembro do ano passado. Os livros seriam distribuídos aos alunos a partir do dia 6 de março, quando começa o ano letivo.

Na tarde de anteontem, o Corpo de Bombeiros foi chamado na instituição para apagar um incêndio na sala da diretora. "Destruíram o computador que armazenava as imagens das câmeras de segurança. Uma pessoa viu um homem pulando o muro da escola. Ele fugiu pelos fundos pouco tempo depois", informou a diretora da instituição, Taniz Araújo.

O computador incendiado na tarde de domingo explodiu e não foi possível recuperar as imagens que estavam armazenadas. Funcionários da instituição acreditam que o incêndio foi provocado por alguém que conhecia a instituição.

Cerca de 12 horas depois, os bombeiros foram chamados mais uma vez à escola, desta vez para apagar um incêndio de proporções maiores, que destruiu o auditório. No local, foram destruídos os novos livros didáticos - que estavam armazenados provisoriamente -, cerca de 40 carteiras novas, um projetor e uma TV de 42 polegadas. Uma embalagens plástica com gasolina foi encontrada na janela. Nada foi roubado.

Monstruosidade"É muita covardia, uma monstruosidade. A pessoa que fez isso está acabando com os sonhos de quem quer estudar", lamentou a diretora. De acordo com ela, a escola não tinha registro de ações de vândalos desde 2007. Em função do incêndio, as aulas de reposição de ontem foram suspensas, mas devem ser retomadas hoje normalmente.

Nas redes sociais, os alunos comentaram com revolta o ocorrido. Alunas do 9º ano estiveram na escola e se espantaram com o estrago. "Há três anos estamos usando livros usados, em mau estado, estragados. Agora que estávamos empolgados com os novos livros, vem alguém e faz isso", comentou uma aluna de 15 anos.

A Secretaria de Estado de Educação informou que os livros destruídos serão repostos antes do início do período letivo. Um inquérito para investigar o incêndio foi aberto na 3ª Delegacia de Venda Nova.

Policiamento
Em função do episódio na escola, a Secretaria de Estado de Educação informou que vai solicitar à PM, através de um convênio, uma viatura para reforçar as rondas no entorno.
FOTO: ALEX DE JESUS
Taniz Araújo: "Muita covardia"
Após o fogo, vigilante é contratado
Na semana passada, a diretora Taniz Araújo havia solicitado à Secretaria de Estado de Educação (SEE) que contratasse um vigia permanente para a escola, por considerar que a instituição fica em um local isolado.

Questionada pela reportagem sobre o pedido, a assessoria da SEE informou que vigias são contratados somente em casos extremos, como o que ocorreu na madrugada de ontem. Inicialmente, o pedido da diretoria havia sido negado, mas, diante da situação ocorrida ontem, o vigia foi contratado e começaria a trabalhar ainda ontem.

Até então, a escola contava somente com câmeras de segurança, que vão precisar passar por manutenção por causa do incêndio ocorrido no domingo. (KA)
Fonte: Super.

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