terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Com gritos e discussões, Câmara elege chapa oposicionista para analisar impeachment de Dilma


Após mais uma manobra de Eduardo Cunha, o Planalto saiu derrotado com a eleição dos oposicionistas

 
    
 postado em 08/12/2015 19:13 / atualizado em 08/12/2015 21:38

Em uma sessão tumultuada e com deputados se estranhando e quase chegando as vias de fato no plenário, a chapa de oposicionistas foi eleita com 39 integrantes por 272 votos. Já a chapa 1, formada por deputados indicados pelos líderes da base governista, obteve 199 votos. A votação foi secreta. A vitória da oposição é considerada uma derrota para o Planalto.

Logo no início dos trabalhos, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), anunciou que a votação não seria aberta, como esperava a maioria dos parlamentares. Na sequência se instalou na Casa um clima de guerra. Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP) discutiram e foram contidos por colegas.  Alguns parlamentares também trocaram insultos próximo as cabines de votação.

A comissão deverá ter 65 membros titulares e 65 suplentes. As vagas remanescentes, que não foram ocupadas pela chapa vencedora, serão preenchidas em nova votação, que deverá ocorrer nesta quarta-feira. Falta escolher 26 deputados titulares e 42 suplentes. 

O bloco encabeçado pelo PMDB tem ainda quatro vagas de titulares e 14 de suplentes para serem ocupadas. O bloco liderado pelo PT terá que preencher ainda 15 vagas de titulares e 17 de suplentes. O bloco da oposição, liderado pelo PSDB, que organizou a chapa vencedora juntamente com outros partidos da oposição e insatisfeitos com a composição da chapa 1, terá de preencher uma vaga de titular e cinco de suplentes.

Recursos


O líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (PT-AC) afirmou que o governo tentará cancelar, através de uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF), a sessão de hoje que elegeu a chapa 2, composta por integrantes da oposição e dissidentes do PMDB. "A ideia é cancelar a sessão no STF", disse enquanto entrava na liderança do governo para a reunião de líderes convocada pelo líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE).

O PCdoB também informou que o partido entrou com duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma é para tentar impedir a votação secreta da comissão especial que irá analisar o pedido de impeachment contra a presidente da República; e a outra é contra a formalização da chapa alternativa proposta por deputados que fazem oposição ao governo. Segundo o partido, não há previsão legal para os dois procedimentos. As ações terão como relator o ministro Edson Fachin.

Veja os nomes da chapa 2:

PSDB

Carlos Sampaio (SP)

Valdir Rossoni (PR)

Bruno Covas (SP)

Nilson Leitão (MT)

Paulo Abi-Ackel (MG)

DEM
Mendonça Filho (PE)
Rodrigo Maia (RJ)

PMDB
Osmar Terra (RS)
Lúcio Vieira Lima (BA)
Lelo Coimbra (ES)
Mauro Mariani (SC)
Flaviano Melo (AC)
Carlos Marun (MS)
Manoel Jr (PB)
Osmar Serraglio (PR)

PSD
Sóstenes Cavalcante (RJ)
Evandro Roman (PR)
João Rodrigues (SC)
Delegado Éder Mauro (PA)

PP
Odelmo Leão (MG)
Jair Bolsonaro (RJ)
Luiz Carlos Heinze (RS)
Jerônimo Goergen (RS)

PSC

Eduardo Bolsonaro (SP)
Marco Feliciano (SP)

PSB
Fernando Coelho Filho (PE)
Bebeto (BA)
Danilo Forte (CE)
Tadeu Alencar (PE)

SD
Fernando Francischini (PR)
Paulinho da Força (SP)

PMB
Major Olímpio (SP)

PPS

Alex Manente (SP)

PTB

Sério Moraes (RS)
Benito Gama (BA)
Ronaldo Nogueira (RS)

PHS
Kaio Maniçoba (PE)

PEN
André Fufuca (MA)

Com agências

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