Camerlengo: o papa interino
Para teólogo, Bento XVI deixa legado ao dar sequência ao pontificado de João Paulo II
Publicado no Jornal OTEMPO em 28/02/2013
FOTO: ALESSANDRA TARANTINO/AP - 6.7.2010
Confiança.
Tarcisio Bertone tem 78 anos e é o segundo nome do Vaticano desde 2007;
quando Ratzinger deixar o posto, ele assumirá as tarefas do dia a dia,
mas com autoridade reduzida
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Roma,
Itália. O cardeal camerlengo, o italiano Tarcisio Bertone, será, após o
fim do papado de Bento XVI, uma espécie de papa interino, encarregado
de gerenciar a Igreja até que o novo pontífice seja eleito. Seus
poderes, no entanto, são reduzidos.
Todos os mais altos cargos do governo da Igreja, isto é, a Cúria Romana, devem se demitir de suas funções quando o papa morre, segundo a Constituição Apostólica promulgada em 1996 por João Paulo II. A regra também vale em caso de demissão. Somente o cardeal camerlengo continua a postos.
"Com a morte do pontífice, todos os chefes dos dicastérios da Cúria Romana, o cardeal secretário de Estado, os cardeais prefeitos, os bispos presidentes, assim como os membros desses ministérios, deixam seus cargos. As únicas exceções são o camerlengo da Santa Igreja e o grande penitenciador, que continuam resolvendo o que acontece diariamente", indica o Artigo 14 da Constituição.
A palavra "camerlengo" é derivada do italiano "camera", que significa câmara, quarto. Ela equivale, em português, à expressão "adido à câmara". O camerlengo é uma função puramente administrativa, que só ganha importância na morte ou, no caso, na demissão de um papa.
Ele é encarregado de gerenciar o Vaticano e, com a ajuda dos cardeais presentes, reunidos em congregação geral, marca a data do funeral, no caso de morte do papa, e convoca o conclave.
Mas o camerlengo e os cardeais não podem tomar nenhuma decisão que exceda a duração do período de vacância do trono de São Pedro, onde imperam prerrogativas exclusivas do papa, como, por exemplo, a nomeação de novos cardeais.
O camerlengo é encarregado de constatar e notificar a morte do papa. Até Pio XII, morto em 1958, o camerlengo constatava o óbito do chefe da Igreja batendo, com um pequeno martelo de prata, em sua testa, para garantir que o pontífice estava, de fato, morto.
O monsenhor Bertone deverá, simbolicamente, tomar posse das funções papais; do Palácio Apostólico do Vaticano; dos palácios do Latrão, sedes da diocese de Roma, onde o papa é, por tradição, o bispo; e do Castel Gandolfo, residência de verão dos papas. Esta última será, contudo, ocupada por Joseph Ratzinger, situação inédita na história recente da igreja.
Número dois do Vaticano, Bertone, 78, foi nomeado camerlengo em abril de 2007. Originário de Romano Canavese, uma pequena região italiana do Piemonte, o salesiano Tarcisio Bertone colaborou, durante sete anos (de 1995 a 2002), com Ratzinger quando ele foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, antes de ser nomeado, em 2006, secretário de Estado do Vaticano, espécie de chefe do governo da Santa Sé.
Todos os mais altos cargos do governo da Igreja, isto é, a Cúria Romana, devem se demitir de suas funções quando o papa morre, segundo a Constituição Apostólica promulgada em 1996 por João Paulo II. A regra também vale em caso de demissão. Somente o cardeal camerlengo continua a postos.
"Com a morte do pontífice, todos os chefes dos dicastérios da Cúria Romana, o cardeal secretário de Estado, os cardeais prefeitos, os bispos presidentes, assim como os membros desses ministérios, deixam seus cargos. As únicas exceções são o camerlengo da Santa Igreja e o grande penitenciador, que continuam resolvendo o que acontece diariamente", indica o Artigo 14 da Constituição.
A palavra "camerlengo" é derivada do italiano "camera", que significa câmara, quarto. Ela equivale, em português, à expressão "adido à câmara". O camerlengo é uma função puramente administrativa, que só ganha importância na morte ou, no caso, na demissão de um papa.
Ele é encarregado de gerenciar o Vaticano e, com a ajuda dos cardeais presentes, reunidos em congregação geral, marca a data do funeral, no caso de morte do papa, e convoca o conclave.
Mas o camerlengo e os cardeais não podem tomar nenhuma decisão que exceda a duração do período de vacância do trono de São Pedro, onde imperam prerrogativas exclusivas do papa, como, por exemplo, a nomeação de novos cardeais.
O camerlengo é encarregado de constatar e notificar a morte do papa. Até Pio XII, morto em 1958, o camerlengo constatava o óbito do chefe da Igreja batendo, com um pequeno martelo de prata, em sua testa, para garantir que o pontífice estava, de fato, morto.
O monsenhor Bertone deverá, simbolicamente, tomar posse das funções papais; do Palácio Apostólico do Vaticano; dos palácios do Latrão, sedes da diocese de Roma, onde o papa é, por tradição, o bispo; e do Castel Gandolfo, residência de verão dos papas. Esta última será, contudo, ocupada por Joseph Ratzinger, situação inédita na história recente da igreja.
Número dois do Vaticano, Bertone, 78, foi nomeado camerlengo em abril de 2007. Originário de Romano Canavese, uma pequena região italiana do Piemonte, o salesiano Tarcisio Bertone colaborou, durante sete anos (de 1995 a 2002), com Ratzinger quando ele foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, antes de ser nomeado, em 2006, secretário de Estado do Vaticano, espécie de chefe do governo da Santa Sé.
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