Trezentos carros roubados no Brasil que estavam em situação irregular
na Bolívia começam a ser devolvidos a partir desta quarta-feira (27). Os
veículos serão repatriados em caminhões cegonha a partir de Puerto
Quijaro, fronteira com Mato Grosso do Sul. Será realizada uma cerimônia
para a entrega oficial na cidade boliviana, que terá a presença do
Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso e do Embaixador do Brasil na
Bolívia, Marcel Biato.
Estudo da Federação Nacional das Seguradoras (FENSEG) mostra que pelo
menos 4.500 veículos roubados no Brasil podem estar na Bolívia. A
entrega dos primeiros veículos foi feita após uma série de negociações
entre os governos brasileiro e boliviano, além da FENSEG, que está
bancando toda a operação de transporte, apesar de apenas nem todos os
veículos estarem segurados.
Os veículos serão levados até o pátio da delegacia de furtos e roubos
de veículos de Campo Grande, onde, depois de periciados, estarão em
condições de serem devolvidos aos proprietários.
As negociações para a devolução dos carros começaram em 2011, após o
governo boliviano editar uma lei para regularizar os carros com
documentação em situação irregular no país. O pedido de regularização se
daria através da internet e, em seguida, haveria uma vistoria. Caso não
existisse nenhuma restrição, seriam regularizados. Foram cadastrados
123 mil veículos na internet.
As seguradoras brasileiras, através da FENSEG, mandaram um ofício ao
governo brasileiro pedindo que tentasse impedir esta ação de
legalização. O motivo é que a Bolívia é um importante destino dos carros
roubados no Brasil e temia-se um aumento do roubo no país.
A partir de acordo entre seguradoras brasileiras e os dois governos,
foi feito o cruzamento de dados com a base de dados das seguradoras
brasileiras de 2,4 milhões de veículos com registro de roubo/furto entre
janeiro de 2005 e junho de 2011, e constatou-se que 4.500 veículos
entre os 123 mil cadastrados eram roubados no Brasil – entre carros,
motos, caminhões, ônibus e até um trator.
Em julho de 2011, o governo brasileiro (Itamaraty) e as seguradoras
negociaram com o governo boliviano a forma como se daria o retorno
desses veículos ao Brasil.
Uma operação foi montada para trazê-los em caminhões cegonha e as
seguradoras se responsabilizariam pelo transporte até Campo Grande, onde
seriam devolvidos a seus proprietários. No caso de veículos segurados,
eles seriam entregues diretamente às seguradoras por terem elas
indenizado integralmente os proprietários.
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