quarta-feira, 26 de abril de 2017

Paralisação Saiba quais serviços serão afetados na greve geral de 28 de abril

Os motoristas e cobradores de ônibus e funcionários do metrô já anunciaram que irão aderir ao movimento contra as reformas trabalhista e da previdência

protesto
Organização, que afirmou que 100 mil pessoas participaram do ato no dia 31 de março, espera uma adesão maior na sexta-feira (28)

PUBLICADO EM 25/04/17 - 13h27
José Vítor Camilo
Ainda faltam mais de três dias para a greve geral programada por entidades sindicais de todo o Brasil para a próxima sexta-feira (28) e a previsão é de que diversos serviços públicos e privados serão afetados em Belo Horizonte pela paralisação. Os motoristas e cobradores de ônibus e funcionários do metrô já anunciaram que irão aderir ao movimento contra as reformas trabalhista e da previdência.
A reportagem de O TEMPO fez um levantamento com os principais sindicatos e fez uma lista com quais serviços deverão ser afetados. Confira:
Transporte
Nesta segunda-feira (24) o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte e Região Metropolitana (STTR) anunciou que os trabalhadores rodoviários da capital e região metropolitana decidiram pela greve. A paralisação, que segundo o sindicato terá adesão total da categoria, será a partir de meia-noite e afetará o serviço de todas as empresas de ônibus da capital.
Assim como os trabalhadores rodoviários, os funcionários da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que operam no metrô da capital mineira e de Contagem, aderiram à greve geral. A decisão foi tomada na noite desta terça-feira (25), em assembleia da categoria realizada na praça da Estação.
A paralisação ocorrerá na próxima sexta por um período de 24 horas. Segundo o Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), a greve geral vai começar a partir de meia-noite. 
Educação
Assim como nas últimas grandes manifestações contra a reforma da previdência, diversas escolas, tanto públicas como particulares, não deverão ter aulas na próxima sexta-feira. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), eles esperam uma grande adesão dos professores da rede estadual de cidades de todo o Estado na greve geral.
Já os trabalhadores da educação municipal, decidiram que irão paralisar também na quinta-feira (27) para a categoria ajudar na divulgação da greve geral. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede BH), as escolas e Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) não funcionarão nos dois dias.
O Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro), que responde pelos trabalhadores das escolas particulares, também disse aguardar uma grande adesão, assim como no último ato. A Associação dos Docentes da PUC Minas (Adpuc) também anunciou que os professores da faculdade decidiram pela adesão à greve, mas que não é possível prever quantos realmente paralisarão as atividades.
Por outro lado, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), acredita que, com a paralisação dos transportes públicos e adesão de professores, algumas escolas deverão suspender as aulas no dia.
Saúde
Apesar da exigência legal que impede a paralisação total de serviços de saúde, algumas unidades de saúde da capital também deverão ter o atendimento afetado já que somente a escala mínima deverá ser cumprida no dia. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), unidades da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), composta por 21 unidades incluindo capital e interior, estarão somente com a escala mínima na sexta.
Entre as principais unidades de saúde que serão afetadas estão: Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, o Hospital Júlia Kubistchek,  o Galba Veloso (tanto psiquiátrico como ortopédico), o Centro Geral de Pediatria (CGP ou Hospital Infantil João Paulo II), o Hospital Odete Valadares e o Hospital Alberto Cavalcanti. O sindicato já comunicou o governo e a Fhemig comunicando o cumprimento mínimo da escala.
Assim como a rede estadual, os trabalhadores da saúde municipal também são esperados na greve geral. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de BH (Sindibel) ainda não tem como se prever quais unidades irão aderir,  mas certamente alguns postos de saúde terão apenas escala mínima.
Bancos
A expectativa do Sindicato dos Bancários de BH e Região é que diversas agências não abrirão na sexta-feira, já que a categoria decidiu pela adesão à greve geral em assembleia geral realizada no dia 18 de abril. "Já fizemos todos os trâmites legais, inclusive com anúncios publicados em jornais avisando os usuários sobre a greve. Não podemos garantir que todas fecharão, pois dependemos da adesão dos trabalhadores, mas estamos esperando um grande número pois os trabalhadores estão entendendo que o momento atual é muito delicado para todas as categorias", afirmou a presidente do sindicato Eliana Brasil. 
Segurança
Na área de segurança, até o momento somente o Sindicato dos Auxiliares, Assistentes e Analistas do Sistema Prisional e Socioeducativo de Minas (Sindasep-MG) anunciou adesão ao dia de paralisação. Assim como os hospitais, uma escala mínima deverá ser cumprida pela categoria.
Os vigilantes das estações do Move e das agências bancárias também estão com previsão de adesão à greve de sexta segundo o Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais (Sindesp).
Justiça
O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (SitraeMG) anunciou que a categoria decidiu em uma assembleia geral na última quinta-fira (20) que eles iriam participar dos protestos do dia 28 de abril. "A paralisação foi aprovada praticamente por unanimidade, apenas dois servidores se abstiveram e nenhum votou contra a adesão à greve", afirmou a entidade.
Os auditores fiscais da Receita Federal não deliberaram sobre a paralisação, mas a categoria irá participar das manifestações dentro do possível segundo a Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal em Minas Gerais (Anfip).
Indústria
Na sexta-feira também deverão parar os trabalhadores de indústrias como a metalurgia e do petróleo, segundo a Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos (FEM-MG) e o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindpetro).
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas, de Jornais e Revistas no Estado de Minas Gerais (STIG-MG) também anunciou que a categoria decidiu em assembleia nesta segunda-feira (24) que participarão das manifestações.  A entidade sindical não soube informar se a distribuição dos jornais será prejudicada.
Outros
Os trabalhadores da Copasa terão a opção de aderir ou não à greve geral, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua MG). Como uma escala mínima é obrigatória na empresa, o abastecimento de água não será prejudicado.
Frigoríficos e até mesmo açougues também poderão ser afetados pela greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes, Derivados e Frios de MG (Sindcarne). Conforme a entidade, alguns trabalhadores não deixarão de comparecer por medo de perder o emprego, mas que muitos pretendem participar das manifestações.

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