terça-feira, 14 de março de 2017

O GOLEIRO BRUNO, O RETORNO AO FUTEBOL E OS PATROCINADORES


 Texto de Cláudio Cassimiro Dias - Pós Graduado em Criminologia
Temos assistido a polêmica em torno da soltura do ex-goleiro Bruno, através de uma decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio, do STF. Após análise do pedido dos advogados de Bruno, e reunidos os requisitos legais, em virtude da demora do julgamento do recurso de Bruno, que tramita na justiça, o Juiz da Corte Suprema do País decidiu colocá-lo em liberdade, pelo instrumento do HABEAS CORPUS.
A liberação do jogador só foi possível, uma vez que a legislação possibilita tal ocorrência. Ou seja, O Ministro baseou-se nos ditames da lei.
Quanto ao cumprimento da sentença, o goleiro Bruno, condenado a 22 anos de reclusão, em regime fechado, tenta uma diminuição da pena, e mesmo, a anulação do julgamento.
Bruno já cumpriu parte da pena, uma vez que seguia preso há aproximadamente 6 (seis) anos.
A polêmica começa a partir do momento da decisão da justiça e se torna majorada, quando o time do BOA, de Varginha decide contratar o goleiro Bruno para sua equipe de futebol. Patrocinadores começaram a retirar os patrocínios, sob os mais variados pretextos. Que o Bruno não fala onde está o corpo de Elisa Samúdio para que a família possa dar-lhe um enterro digno, que  a imagem do clube do BOA ficará maculada com a contratação do Bruno, que o nome de Bruno vinculado ao esporte não será um bom exemplo para crianças e adolescentes, dentre outros fatores.
Por outro lado, há quem defenda a oportunidade do goleiro Bruno de se ressocializar, como todos os outros cidadãos egressos do sistema penitenciário. Aí vem a tona, novamente, a questão do ex-presidiário, que se não tiver oportunidade poderá voltar a delinquir.
O fato é que o goleiro Bruno está no Clube Boa Esporte, de Varginha, e os patrocinadores estão "cascando fora", e publicando os motivos da retirada do apoio financeiro ao clube de futebol.
Bom, vejamos o desfecho e que sirva para reflexão de todos. Deixar o Bruno jogar e trabalhar, ou penalizá-lo para o resto de sua vida, ou por mais algum tempo? Fica aqui a indagação. Lembrando que o Bruno ainda pode voltar para a cadeia, por decisão da justiça, para cumprimento do restante da pena, após julgamento do recurso interposto. Vamos acompanhar os acontecimentos.
* CLÁUDIO CASSIMIRO DIAS - CRIMINÓLOGO, BACHAREL EM DIREITO E HISTÓRIA, PALESTRANTE.

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